A estátua de D. Nuno Álvares Pereira, ao lado de Nossa Senhora, na Igreja de Santa Maria, em Tavira, lembra-nos a sua ligação a esta região e à Quinta da Baleeira, às histórias que nos eram contadas sob a luz das estrelas de agosto, no terraço da casa. Nessa altura, o céu noturno era ainda mais escuro e as estrelas mais brilhantes. As cigarras, porém, cantavam da mesma forma: guerreiras.

Nuno Álvares Pereira, um dos maiores símbolos da História de Portugal, da sua independência e identidade, terá nascido em Cernache do Bonjardim, em 1360, filho de Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem do Hospital. Este, apesar de pertencer a uma família ilustre, não se acomodou à sua posição, revelando grande inteligência, capacidade diplomática e espírito empreendedor. Foi um verdadeiro fazedor, e acreditamos que o seu exemplo influenciou profundamente o percurso de D. Nuno Álvares Pereira, também ele inovador, generoso e dotado de grande caráter, valentia e inteligência.

Álvaro Gonçalves Pereira, pai de mais de trinta filhos, consolidou a posição da família Pereira, abrindo caminho para a ascensão de Nuno. Vindo do Norte de Portugal, estendeu as suas terras e influência por vastos territórios do país, que viriam a ser ampliados pelo seu filho.

Casamentos estratégicos, influência eclesiástica e militar, expansão do património e da riqueza, bem como o posicionamento na Corte do Rei, foram algumas das principais “armas” de Álvaro Pereira para preparar o caminho do seu filho Nuno, futuro Santo Condestável.

Talvez por isso a Quinta da Baleeira, doada por D. Nuno Álvares Pereira ao seu tio materno, Martim Gonçalves do Carvalhal — 15.º avô do atual proprietário — tenha sido por este reconstruída e preservada, numa tradição de “fazedores”.

Gostamos de pensar que alguns bons princípios nos foram transmitidos de geração em geração, e queremos seguir e continuar este caminho.

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