Memórias de Verão

Todos os anos se repetia. Debaixo do seu chapéu da palha algarvio, a avó Maria Luiza arrancava as folhas secas das sardinheiras. O sol amadurecia os frutos e o cheiro da alfarroba, doce quente, perfumava a quinta. E a cor das casas, sempre branca, todos os anos voltava a ser ainda mais branca e luminosa.

Era uma das tarefas que não podia faltar com a chegada do bom tempo, caiar as paredes e os canteiros. Chamava o caiador e acompanhava o trabalho atentamente. A avó Maria Luiza amava a Quinta da Baleeira e zelava para que estivesse sempre branca e florida. E a cal era importante.

A Cal, tão natural

 A produção de cal é uma atividade Mediterrânica, muito antiga. Incentivada pelos Romanos, a sua utilização na construção das casas pintou a paisagem de branco. Obtida artesanalmente a partir do calcário local, é uma forma sustentável de aproveitamento dos recursos naturais. Aqui perto, apenas a 15 km, a aldeia de Santa Rita tem grande tradição na produção de cal, de uma pureza e brancura ímpares. Aqui pode visitar os Antigos Fornos de cal de Santa Rita.

ladeados por catos em flor a servirem de pouso para os insetos.

 Venha até Santa Rita conhecer uma das raízes da paisagem algarvia, fruto do saber fazer dos caleiros: o forno de cal.

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